Síndrome de Burnout: tudo o que você precisa saber

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Quantas vezes já nos sentimos estressados ou com esgotamento mental, após um longo dia de trabalho ou de uma semana cheia de tarefas? 

É muito comum, também, que esse sentimento psicológico se mescle com o esgotamento físico. 

Ter essa sensação por mais de uma semana, ou pior, por meses, pode ser um sinal de que a Síndrome de Burnout está se desenvolvendo. 

  

Relacionada ao ambiente de trabalho, o qual muitas vezes apresenta relações tóxicas, abuso de autoridade, prazos curtos para entregas, metas inatingíveis e outros aspectos que despertam um acúmulo de estresse, a doença ganhou grande enfoque nos últimos dois anos, apesar de vir sendo abordada como um problema há algumas décadas.

     

No Brasil, de acordo com dados da International Stress Management Association (Isma), a doença atinge 30% dos mais de 100 milhões de trabalhadores. 

  

O levantamento também mostrou que nosso país é o segundo com mais casos de burnout, superando Estados Unidos e Alemanha. Ficamos atrás apenas do Japão, que tem 70% da população atingida pela doença. 

 

O que é a Síndrome de Burnout 

Conhecida também como Síndrome do Esgotamento Profissional, a Síndrome de Burnout é um distúrbio emocional com sintomas de exaustão extrema, estresse e esgotamento físico resultantes de um trabalho desgastante, que demanda muita competitividade e responsabilidade. 

 

Traduzido do inglês, “burn” quer dizer queima e “out”, exterior, a principal causa da doença é justamente o excesso e a falta de controle no horário de trabalho. 

A doença é comum em profissionais que atuam diariamente sob pressão e com responsabilidades constantes. 

  

É importante reforçar que também pode acontecer quando o profissional planeja ou é pautado para objetivos de trabalho muito complexos ou encara desafios atribuídos em que possa achar, por algum motivo, que não tem capacidade suficiente para cumprir. 

  

Esta síndrome pode resultar em estado de depressão profunda e, por isso, é essencial procurar apoio profissional no surgimento dos primeiros sintomas.   

 

Conheça os principais sintomas 

A Síndrome de Burnout envolve nervosismo, sofrimentos psicológicos e problemas físicos. O estresse e a falta de vontade de sair da cama ou de casa, quando constantes, podem indicar o início da doença. 

  

Nesta publicação, selecionamos outros sinais que podem indicar o desenvolvimento do transtorno: 

  

  • cansaço excessivo, físico e mental; 
  • dor de cabeça frequente; 
  • alterações no apetite; 
  • insônia; 
  • dificuldades de concentração; 
  • sentimentos de fracasso e insegurança; 
  • negatividade constante; 
  • sentimentos de incompetência; 
  • alterações repentinas de humor; 
  • isolamento; 
  • fadiga; 
  • pressão alta; 
  • dores musculares; 
  • problemas gastrointestinais. 

  

Esses sintomas normalmente surgem de forma leve, mas tendem a piorar com o passar dos dias. Por essa razão, muitas pessoas acreditam que seja algo passageiro, mas pode perdurar. 

  

Para evitar problemas mais sérios e complicações da doença, busque ajuda de um psicólogo assim que notar qualquer sinal. 

 

5 situações que podem acarretar o Burnout

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1. Sobrecarga de trabalho 

 

Temos horário para iniciar nossa jornada, mas nem sempre para terminá-la. 

 

Levamos muitas demandas para além do expediente e abrimos mão do nosso fim de semana e horários de descanso para concluir determinados projetos. 

 

Naturalmente, enxergamos isso como uma oportunidade profissional e um crescimento oportuno para alavancar a carreira. Essas e outras constatações precisam ser revistas, pois não devemos abrir mão de descanso e lazer. 

 

A principal dica aqui é rever constantemente o planejamento da carga de trabalho e a priorização de tarefas. O maior desafio é fazer um exercício para saber dizer “não” a certas demandas.  

 

 2.Falta de autonomia 

 

A sensação de que não tem a confiança do gestor, a falta de acesso a recursos ou até que sua opinião não é levada em conta em grandes decisões prejudica o bem-estar do profissional no ambiente de trabalho, levando a quadros de estresse. 

  

Em momentos assim, é preciso recuar e questionar a si mesmo o que exatamente está estimulando esse sentimento e pensar no que pode ser feito para mudar, como a busca de um psicólogo ou uma mudança de rota na carreira. 

 

 3. Ausência de reconhecimento

 

 Quando a recompensa dada não corresponde ao esforço exigido no trabalho, o resultado é um profissional frustrado. 

 

Em casos como este, a solução é tirar um tempo para refletir e determinar exatamente o que precisa para se sentir devidamente valorizado.  

 

As soluções podem ser um aumento de salário, uma promoção, feedbacks mais frequentes por parte do gestor ou o possível adiantamento dos dias de férias já acumulados. 

 

É importante descobrir qual o tipo de reconhecimento fará com que todo o esforço no trabalho valha a pena e amenize o estresse. 

 

 4. Relacionamento com os colegas

 

Para manter a saúde emocional equilibrada é importante saber com quem estamos trabalhando. 

 

É preciso que o relacionamento envolva parceria e confiança. Nesse sentido, saber com quem você pode contar no ambiente de trabalho é essencial.

 

Qual a qualidade das relações que construímos no nosso ambiente de trabalho? Até que ponto conseguimos escolher quem são nossos colegas em prol de uma melhor dinâmica para evitar o estresse? 

 

Parece complexo, mas o princípio vem de atitudes simples, como dar “bom dia” ao chegar, mandar um e-mail elogiando o trabalho de um colega e tomar aquele cuidado extra na hora de fazer uma crítica. 

 

Tudo isso pode melhorar, e muito, a nossa relação com o trabalho.  

 

Transformar positivamente a dinâmica no local onde a maior parte do dia a dia pode ser decisivo e saudável para todos. 

      

5. Desalinhamento de propósito 

  

Ideais e motivações tendem a estar profundamente arraigadas em indivíduos e organizações. Sendo assim, é de grande valia quando empresas e colaboradores têm valores compartilhados.  

 

Sem isso em sintonia, a tendência é que a sensação de esgotamento aumente.  

 

A recomendação é olhar ao redor e fazer alguns questionamentos: “como meu chefe, minha equipe e minha organização tomam decisões e investem recursos?”, “eu me sinto bem com as prioridades?”, “eles parecem abertos para mudar?”.  

 

É importante compreender que, se os valores do profissional forem radicalmente diferentes dos da empresa, talvez seja necessário procurar uma oportunidade que traga maior conexão de propósito. 

 

Como diagnosticar o Burnout 

O diagnóstico da Síndrome de Burnout é feito por um especialista, após análise clínica do paciente. 

 

O psiquiatra e o psicólogo são os profissionais de saúde indicados para identificar o problema e orientar a melhor forma do tratamento, conforme cada caso. 

 

Infelizmente, ainda existem tabus com o tema. Muitas pessoas não buscam ajuda médica por não saberem ou não conseguirem identificar todos os sintomas.

 

Por muitas vezes, acabam negligenciando a situação sem saber que algo mais sério pode estar acontecendo. 

  

Pandemia e síndrome de burnout 

A pandemia da Covid-19 trouxe a necessidade de adequação ao trabalho, imposta pelo distanciamento social. 

 

Muitas empresas operaram pelo home office, fazendo com que os afazeres profissionais fossem para o espaço doméstico. 

 

Essa combinação causou certa confusão em muitas pessoas, pois tarefas domésticas se misturaram ao espaço profissional. 

 

O resultado foi uma nova realidade na qual passamos a trabalhar além do nosso expediente para dar conta dos deveres. 

 

Apesar da diminuição do tempo em locomoção para o trabalho, o ambiente de descanso se transformou em seu espaço de trabalho diário. 

 

O medo, a insegurança e a falta de esperança também foram herança da pandemia da Covid-19. Sentimentos que, infelizmente, ainda causam muita pressão psicológica

 

De acordo com o levantamento da Isma no Brasil, 72% da população economicamente ativa no país sofre com problemas relacionados ao estresse. 

 

Uma doença reconhecida como ocupacional 

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Em 1º de janeiro de 2022, a Síndrome de Burnout teve a sua inclusão na Classificação Internacional de Doenças (CID) da Organização Mundial da Saúde (OMS), e assim, passou a ser considerada uma doença ocupacional

 

Na prática, isso significa que agora estão previstos os mesmos direitos trabalhistas e previdenciários assegurados no caso das demais doenças relacionadas ao emprego. 

 

Perceber que a Síndrome de Burnout está ligada diretamente à saúde ocupacional é ter a certeza de que as empresas precisam agir. 

 

É fundamental que levem a sério a criação e manutenção de políticas e programas de prevenção para a saúde mental dos colaboradores.

 

Desta forma, é possível reduzir os índices de absenteísmo, afastamentos por doenças ocupacionais, aumentar a qualidade de vida, a produtividade e obter resultados escaláveis.

 

O autocuidado do colaborador é essencial 

Existem algumas práticas fáceis de adotar no dia a dia e que podem fazer muita diferença:  

 

  • Identificar horários vagos na agenda e reservá-los para atividades prazerosas fará muita diferença. Por mais que a rotina seja caótica, sempre é possível encontrar aqueles 30 minutinhos para relaxamento;

 

  • Saber dosar a utilização do aparelho celular na rotina, principalmente como ferramenta que acaba extrapolando o expediente. O uso excessivo do aparelho também está diretamente ligado à Síndrome de Burnout;

 

  • Se o ambiente de trabalho causa apenas sentimentos ruins, é preciso avaliar este momento da carreira. Às vezes, é mais benéfico procurar outra empresa do que insistir em algo que não está dando certo;

 

  • Aprender a dizer “não”, sem se sentir culpado. Por exemplo, não deixar que as demandas do gestor invadam seu tempo para o descanso.

 

Precisamos seguir quebrando tabus e cuidando do nosso emocional. Unidos, podemos desmistificar crenças e julgamentos sobre a Síndrome do Burnout. 

 

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