Quiet quitting: o que é e por que vem ganhando adeptos pelo mundo

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Ao buscarmos o significado para quiet quitting, encontramos a definição “desistência silenciosa” ou “demissão silenciosa”.

 

Mas, ao contrário do que parece, quem está aderindo a esse novo fenômeno que vem ganhando adeptos pelo mundo não tem a menor intenção de pedir as contas.

 

Quando questionamos o que é, e por que tantos profissionais vêm se interessando em seguir sua doutrina, chegamos à conclusão de que vai muito além do fato de se estar ou não feliz no emprego, e de se demitir do cargo.

 

Entenda a definição de quiet quitting

Difundido recentemente na plataforma TikTok, ele tem origem no momento em que um colaborador toma a decisão de limitar suas tarefas às estritamente necessárias dentro da descrição de seu trabalho, evitando longas jornadas e sobrecarga. 

 

Essa virada de chave tem como fundamento estabelecer limites entre vida profissional e pessoal. Em outras palavras, nós cumprimos as nossas obrigações profissionais, porém, não “vivemos para trabalhar”.

 

Com essa decisão, o colaborador passa a reservar um tempo para o lazer e a família e, quando chega em casa, deixa o trabalho para trás. 

 

Como e onde ele surgiu?

O quiet quitting está na esteira de outro fenômeno recente, a “grande renúncia”, uma onda que levou 47 milhões de norte-americanos a abandonar seus empregos em 2021.

 

Aqui no Brasil, o número recorde de demissões deixa claro que os profissionais de maior escolaridade foram os que mais pediram para deixar seus trabalhos.

 

Segundo um levantamento da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), baseado em dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), entre janeiro e maio deste ano, 2,9 milhões de trabalhadores brasileiros pediram para sair de seus empregos. 

 

Este número é o maior índice da série histórica iniciada em 2005.  

 

Um fenômeno que não para de crescer 

Conquistando cada dia mais adeptos, o quiet quitting é fruto de uma busca frequente por uma vida profissional equilibrada com os propósitos de cada indivíduo. 

 

A cada ano fica mais claro que as pessoas não querem mais trabalhar sem um propósito

 

A nova geração deseja estar em lugares realmente alinhados àquilo em que acreditam. Para isso, estão dispostas a contestar de forma silenciosa através desta forma de agir e pensar. Ou seja, quem adota essa atitude não almeja a demissão. 

 

Seu desejo é integrar a vida pessoal e a profissional de acordo com suas necessidades, livrando-se da “cultura tóxica” de parte das empresas, que a cada dia gera mais problemas envolvendo a saúde mental.

 

Como explicar sua popularidade nos últimos meses

A pandemia da Covid-19 trouxe muitos desafios de trabalho que estão contribuindo para quadros como síndrome de burnout, depressão e ansiedade, bem como um certo sentimento de falta de controle sobre nossas vidas.

 

O “novo normal” de trabalho remoto, apesar de ter alguns benefícios, pode borrar os limites entre casa e trabalho e tornar ainda mais difícil sentir quando concluímos as atividades pelas quais estamos sendo remunerados. 

 

Embora o modelo possa nos permitir mais flexibilidade, também pode ser muito mais difícil nos afastarmos de estar constantemente online e prontos para demandas de bate-pronto. 

 

Dessa forma, fica mais complexo nos separarmos por completo do trabalho e focar por um período do dia em nossas vidas pessoais, hobbies, família e atividades sem interrupções.

 

O quiet quitting não é um fenômeno exatamente novo, mas ganhou muito força nos últimos tempos. 

 

A pandemia e as mudanças bruscas de comportamento que tivemos em diversos aspectos aumentou os níveis de estresse da população, com sobrecargas mais expostas. 

 

Hoje, muitos de nós sentimos que a quantidade de trabalho que temos, vai muito além do que fomos contratados para executar. 

 

Mundo corporativo x quiet quitting

Com essa nova “tendência”, muitas empresas passaram a estar mais atentas às suas práticas de gestão e a forma como identificam os motivos que levam seus colaboradores a determinados comportamentos.

 

Consequentemente, a preocupação com a qualidade de vida e o estado emocional de seus funcionários passa a ser classificado como prioridade. 

 

As organizações já perceberam que não pode haver um buraco neste diálogo. 

 

É fundamental a conversa entre empregado e empregador fora da rotina, distante de metas e resultados. O objetivo é criar um ambiente de trabalho saudável, com novos conhecimentos e flexibilidade.

 

Tendência ou passageiro?

Mesmo em um cenário de alto desemprego, dificuldade de recolocação e morosa retomada das empresas, o quiet quitting promete impulsionar uma movimentação inédita no mercado. 

 

Idealizado pelas gerações Z e Millennials, tem se mostrado a favor de reescrever regras.
 

Hoje, a busca dos jovens é por empresas cujos princípios estejam em sintonia com seus valores pessoais

 

Esse fenômeno reforça que a mão de obra mais qualificada, alinhada aos modelos mais flexíveis e em um ambiente que equilibre demandas profissionais e pessoais, é bem avaliada.

 

Com todas as mudanças que estamos vivenciando, é importante preparar as lideranças para administrar as metas e objetivos de forma mais empática e sustentável no sentido do negócio. 

 

Desafios das empresas para o futuro

A receita está em atrair e reter talentos, assim como mantê-los engajados e produtivos.

 

Hoje, um bom gestor de pessoas tem duas metas principais: a conexão com seu time e o entendimento do que seus colaboradores querem.

 

Conhecer a fundo a cultura da empresa, quais são seus valores e até que ponto o ambiente vai exigir de trabalho são alguns dos questionamentos-base da nova geração.



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