O que é depressão? Descubra tipos, causas e sintomas

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Durante muito tempo, a depressão foi um tema negligenciado, tratado como sinônimo de frescura, preguiça, loucura e até como falta de vontade ou fé.

 

Hoje, é muito mais evidenciada, porém ainda enfrenta preconceitos e tabus.

 

A doença consiste em um transtorno verdadeiramente prejudicial ao indivíduo e segue atingindo pessoas ao redor do mundo. Cada dia mais, precisa ser encarada com seriedade e respeito.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima-se que 5% dos adultos em todo o mundo sofram de depressão. 

 

Já é a principal causa de incapacidade em todo o planeta, atingindo mais de 350 milhões de pessoas de diferentes idades, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde

 

Na América Latina, o Brasil é o país com maior prevalência da enfermidade, além de ser o segundo com maior dominância nas Américas.

 

O que é depressão

Podemos defini-la como um transtorno afetivo ou uma doença psíquica que se caracteriza por uma tristeza intensa e de longa duração, associada a sentimentos de dor, amargura, desencanto, desesperança, baixa autoestima e culpa, assim como alterações no sono e no apetite.

 

Devemos diferenciar a tristeza patológica daquela transitória, provocada por acontecimentos difíceis e desagradáveis, e que são inerentes à vida.

 

Alguns exemplos são: a morte de um ente querido, a perda de um emprego, os desencontros amorosos, os desentendimentos familiares, as dificuldades econômicas e até as atribuições cansativas do dia a dia, que não podem ser evitadas.

 

Na tristeza transitória, o sofrimento e as angústias são passageiros, e logo é superado. Já no âmbito patológico, no qual o quadro de depressão pode ser diagnosticado, essa tristeza se torna permanente, sem trégua.   

 

Nosso humor fica represado durante todo o tempo, por dias seguidos. 

 

Desaparece o interesse pelas atividades que, antes, davam satisfação e prazer. Passamos a não ter perspectiva de que algo possa ser feito para que esse quadro se reverta.

 

A depressão compromete a nossa capacidade de trabalhar, estudar, comer, dormir e realizar outras atividades comuns do cotidiano. 

 

Afinal, os sinais e sintomas da doença estão intimamente ligados a certas modificações, que incluem, as nossas horas de sono, a fala, a capacidade de pensamento, a memória, o raciocínio lógico e até nossa organização emocional.

 

Os 4 principais tipos de depressão

Um episódio depressivo pode ser considerado leve, moderado ou grave, a depender da intensidade dos sintomas. 

Mesmo parecendo um quadro único, pode ter diferentes tipos de nomenclaturas, sintomas e impactos no nosso dia a dia. Selecionamos os tipos mais comuns: 

 

1. Depressão pós-parto

É difícil diferenciar o que é depressão clínica ou apenas estresse e exaustão normais desta nova função – o papel de mãe – que as mulheres passam a exercer.

 

O que podemos afirmar é que algumas situações em elevado grau de intensidade podem sugerir sinais de depressão pós-parto, como tristeza profunda a ponto de não conseguir cuidar do bebê, irritabilidade fora do comum e vontade constante de chorar.

 

Cerca de 15% das recém-mães passam por esse problema, de acordo com o Ministério da Saúde. 

 

Muitos outros estudos sobre os aspectos psicológicos da gravidez já detectaram que é comum a presença de sentimentos de angústia e conflitos ligados à sexualidade, à identidade sexual e ao narcisismo.

 

A mulher afetada precisa de apoio para lidar com os sentimentos negativos e a culpa por não estar feliz. 

 

Assumir essa nova função é um desafio que demanda tempo. Trata-se de uma mudança de identidade, um período de transição corporal, de rotina e de hormônios.

 

Por isso, classificamos como uma combinação de fatores: hormonais, ambientais, emocionais e genéticos.

 

2. Transtorno afetivo bipolar 

Consiste na alternância entre episódios de mania e de depressão, separados por períodos de humor estável. 

 

Episódios de mania envolvem humor exaltado ou irritado, excesso de atividades, pressão de fala, autoestima inflada e uma menor necessidade de sono, bem como a aceleração do pensamento. 

 

Essas oscilações são diferentes das oscilações de humor natural que podem ocorrer no dia a dia, geralmente causadas por situações normais da vida ou até mesmo motivos não aparentes, como alterações hormonais

 

Esses abalos podem ser mais duradouros, durante semanas ou meses, e não necessariamente trazem prejuízos significativos para a vida. 

 

Diferentemente dos episódios de humor alterado no transtorno bipolar que, em casos graves, pode afetar tanto a vida do indivíduo, a ponto de não conseguir trabalhar, estudar, manter relacionamentos estáveis, entre outros.

 

3. Transtorno depressivo recorrente

É conhecido por envolver repetidos episódios depressivos. Durante as crises, a pessoa vivencia um humor deprimido, fica com a energia comprometida e sente a perda de interesse e prazer nas coisas mais simples.

 

Na verdade, a maioria dos que sofrem com depressão, carregam sintomas de outros transtornos. 

 

Ansiedade, distúrbios do sono e de apetite são os mais comuns, porém, os sentimentos de culpa ou baixa autoestima, falta de concentração e até mesmo aqueles que são clinicamente inexplicáveis também podem se fazer presentes.

 

4. Depressão psicótica

É uma das mais sérias e preocupantes da lista. Os sintomas corriqueiros estão presentes. 

 

Porém, junto deles, surgem outros, como delírios de perseguição ou a sensação de que algo muito ruim está para acontecer a qualquer momento. 

 

Existem casos em que se misturam realidade com fantasias criadas pela mente.

 

Na maioria dos casos, a medicação antipsicótica é introduzida. Ela poderá promover uma reorganização do cérebro e aliviar a crise. 

 

Nestes casos, quanto antes o auxílio de um psiquiatra for introduzido, melhores os resultados, as recaídas e as chances de cura.

 

As principais causas do transtorno 

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A depressão é uma doença e precisa ser tratada. Assim como tantas outras que envolvem a saúde emocional, quanto mais cedo o diagnóstico dado por um especialista, maiores serão as chances de um tratamento eficaz e com chances de cura.

 

Há uma série de evidências que mostram alterações químicas no cérebro do indivíduo deprimido, principalmente com relação aos neurotransmissores: serotonina, noradrenalina e, em menor proporção, dopamina, substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células.

 

Outros processos que ocorrem dentro das células nervosas também estão envolvidos. 

Ao contrário do que normalmente se pensa, os fatores psicológicos e sociais muitas vezes são consequências e não causa da depressão.

 

Fatores que podem favorecer o desenvolvimento 

 

Bullying ou chantagem emocional

Muitos traumas que desencadeiam a depressão podem ser emocionais e surgirem quando o indivíduo sofre bullying ou uma chantagem emocional. 

Por isso, quando se ouve frequentemente insultos, com o passar do tempo, é possível que realmente se tornem verdadeiros, o que diminui a autoestima e, consequentemente, favorece a doença.

 

Acontecimentos marcantes na vida

Divórcio, desemprego, perda de um ente querido, fim de um relacionamento amoroso ou situações traumáticas são causas frequentes de depressão.

As situações que favorecem o estresse prolongado, como discussões frequentes no trabalho ou em casa, também podem levar ao transtorno porque nos fazem desenvolver um sentimento de culpa, perda da confiança em nós mesmos e nos outros, além de baixa autoestima.

 

Doenças graves e crônicas

Enfermidades como AVC, demência, câncer, HIV, diabetes ou lúpus, por exemplo, também podem causar depressão. 

Nesses casos, é preciso lidar com o preconceito, enfrentar tratamentos dolorosos ou ter que conviver diariamente com o medo de morrer. 

Familiares que convivem ou que tratam diariamente de pessoas totalmente dependentes também podem ficar deprimidos devido ao cansaço físico e mental.

 

Lembramos que a desinformação sobre a doença, mudanças radicais no estilo de vida e gastos financeiros relacionados com o tratamento são fatores de risco que podem fazer com que a pessoa também desenvolva o problema.

 

Alterações hormonais

Elas podem influenciar muito no transtorno, em especial nas mulheres, por conta da diminuição de estrogênios, que ocorre durante a gravidez, no pós-parto e na menopausa. 

Outra alteração hormonal importante é a falta de ômega 3, que também pode levar à enfermidade. Essa ausência diminui a capacidade que temos de controlar as nossas emoções e o humor.

 

 

Sintomas da depressão

A depressão está distante de ser uma tristeza passageira; é duradoura e pode levar a uma série de problemas emocionais e físicos. 

Muitos sintomas afetam seriamente nossas vidas, e isso pode ocorrer em diferentes níveis, incluindo os relacionamentos, o trabalho, os estudos, a vida social e, principalmente, a nossa saúde física e emocional. 

Entenda os principais sintomas da doença:

 

Tristeza profunda

A sensação é de um vazio constante e parece que “o mundo vai acabar” porque nada mais ao redor faz sentido.  

 

Dispersão

A dificuldade de concentração se torna uma constante. O raciocínio se torna mais lento e o esquecimento se torna presente.

 

 

Mudança na Rotina

Hábitos antes executados com facilidade e de forma automática, representam um grande desafio. Quanto mais grave o caso, mais difícil se tornam as tarefas diárias.

 

 

Alterações do apetite

Enquanto algumas pessoas passam a comer mais nesse momento, outras tendem a deixar de lado a alimentação. Além da comida, a doença também pode desencadear outras compulsões: consumismo, drogas e bebidas.

 

Perda ou aumento de peso

A perda de peso está ligada à baixa de serotonina, o que faz com que o organismo deixe de absorver nutrientes importantes. 

Já a liberação dos hormônios cortisol e adrenalina podem inibir a queima calórica. O cortisol desequilibra o controle do apetite, o que aumenta a formação das células de gordura.

 

 

Insônia ou sono excessivo

Pessoas que se encontram depressivas podem dormir excessivamente como forma de fugir da realidade de seu dia a dia, o que resulta em muitas horas dormindo. 

Já quem sofre de insônia, passa mais tempo deitado durante o dia, o que prejudica o sono durante a noite. 

 

Culpa e baixa autoestima

Muitas pessoas impõem para si um determinado padrão. Quando não é  cumprido, vem o sentimento de culpa, o que pode tanto ser desencadeado pela depressão como ser um desencadeador da situação. 

Da mesma forma que a baixa autoestima, por conta da própria aceitação ou por sofrer preconceito social.

 

Pensamentos pessimistas

Tudo se torna negativo. Seja sobre o próprio indivíduo, sobre pessoas que a cercam ou mesmo sobre o mundo.

A deformação do pensamento é uma forte característica de quem está sofrendo com o transtorno depressivo.

 

Suor excessivo, dormência, formigamento

Estes são sinais físicos que ocorrem quando alguém está passando por uma crise de ansiedade. Por isso, podem também ser sintomas da doença, já que ambos, muitas vezes, se desenvolvem juntas. 

Falta de ar, taquicardia e corpo trêmulo também são características.  

 

Dores e outros sintomas físicos 

Muitas pessoas com quadro de depressão passam a ter dores de barriga, má digestão, azia, diarreia, constipação, flatulência, tensão na nuca e nos ombros, dor de cabeça e no corpo, sensação de corpo pesado ou de pressão no peito, entre outros.

 

Desejo de morte

Esse é o mais temido e perigoso dos sentimentos. Quando uma pessoa se sente tão desesperançosa a ponto de achar que nada nunca vai melhorar, ele corre o risco de tirar a própria vida.

 

 

Diagnóstico e tratamento para depressão

diagnóstico da doença é sempre feito por um especialista, e a base utilizada por ele são os possíveis sintomas descritos acima e a história de vida de cada paciente.

 

Além do que já enumeramos neste artigo, o espírito deprimido, a perda de interesse e prazer para realizar a maioria das atividades durante pelo menos duas semanas, pode estar levando o indivíduo a um quadro de depressão.

 

Considerada uma doença que exige acompanhamento médico sistemático, o tratamento também pode ser diferenciado, dependendo do estágio que a doença se encontra. 

Quadros leves costumam responder bem ao tratamento psicoterápico. Nos mais graves (com reflexo negativo sobre a vida afetiva, familiar e profissional), a indicação é o uso de antidepressivos com o objetivo de tirar a pessoa da crise.

 

Como outras doenças que envolvam a saúde mental, a depressão tem cura, porém precisa de força de vontade e paciência. 

Não podemos abrir mão do apoio da nossa família, familiares e amigos, sempre com o respaldo de um especialista no assunto. 

Lembre-se: uma vida emocionalmente equilibrada depende do autocuidado.

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