Conheça tudo sobre Terapia Cognitivo Comportamental

Procurar por ajuda psicológica é comum no mundo moderno e diante de tantas atribuições que enfrentamos no nosso dia a dia, ainda mais quando sabemos que essa busca não precisa necessariamente estar associada a uma doença.

 

Apesar de ainda sofrer com muitos tabus, a terapia tem sido cada vez mais aceita e utilizada pela população. Além de ser uma ferramenta de autoconhecimento e autocuidado, ela é uma forma de nos ajudar a lidar com uma série de problemas psicológicos ou dificuldades emocionais que enfrentamos ao longo da vida.

 

Uma das principais funções da terapia é auxiliar os indivíduos a terem um conhecimento melhor sobre si mesmos e sobre a melhor forma de lidar com os diversos problemas que enfrentamos tanto na vida pessoal quanto na profissional, além de ser recomendada no tratamento de doenças ligadas à saúde mental.

 

A ansiedade, por exemplo, atinge mais de 260 milhões de pessoas pelo mundo. Aliás, o Brasil é o país com o maior número de ansiosos: 9,3% da população, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). E não para por aí. Novos dados mostram que 86% dos brasileiros sofrem com algum transtorno mental, e os grandes vilões são a ansiedade e depressão

 

Uma de suas abordagens é a TCC, Terapia Cognitivo Comportamental. Nessa publicação, iremos nos aprofundar mais sobre o assunto, entender como funciona a TCC, de que forma ela nasceu, quem precisa desse tipo de tratamento e quais são as técnicas e os seus pontos determinantes. 

Definição de Terapia Cognitivo Comportamental

Terapia Cognitivo Comportamental tem uma abordagem específica, clara e direta, se compararmos com outros tipos de terapias, além de ser focada no problema atual do paciente, ou seja, em muitos casos seus questionamentos trazem resultados mais rápidos do que o das terapias convencionais.

 

Ela é utilizada para tratar diversos transtornos mentais e, na maioria dos casos, é muito eficiente. Seu objetivo principal é identificar padrões de comportamento, pensamento, crenças e hábitos que estão na origem dos problemas, indicando, a partir disso, técnicas para alterar essas percepções de forma positiva.

 

Para a TCC existem pensamentos que são considerados automáticos, aqueles que construímos ao longo de nossa existência e que refletem diretamente na maneira como enfrentamos os acontecimentos, sem sequer passarmos por uma análise interna.

 

É importante ressaltarmos que esses pensamentos podem ser funcionais, auxiliando as pessoas a lidar com as situações, porém eles também podem ser distorcidos, trazendo prejuízos para a forma como enfrentamos os problemas. Com o processo terapêutico, o paciente consegue avaliar cada um desses conceitos e, assim, elaborar com clareza como entendê-los e ter autonomia para, se necessário, mudá-los.

Distorções Cognitivas de pensamentos que podem surgir

A IVI selecionou cinco distorções cognitivas de pensamento que cabem à Terapia Cognitivo Comportamental realizar uma análise funcional, desvendá-las e, posteriormente, tratá-las. Acompanhe:

 
GENERALIZAÇÃO – Ela é caracterizada pela forma como o paciente classifica os aspectos da vida. Ele transforma um aspecto específico em uma regra geral, realizando uma verdadeira generalização. Normalmente, pacientes portadores dessa distorção possuem verdades absolutas como opiniões.

PENSAMENTO POLARIZADO – É a distorção cognitiva que compreende uma interpretação extrema dos aspectos da vida.

Ou seja, a pessoa que possui essa distorção, tende a interpretar os acontecimentos por meio de pensamentos distorcidos, levando-os ao extremo. Nunca há equilíbrio, mas sim dois pólos.

RACIOCÍNIO EMOCIONAL – É o comportamento baseado nas emoções. Por isso, o paciente tende a acreditar no sentimento que tem naquele momento, e suas atitudes, opiniões e conclusões são pautadas no emocional, não no racional.

PERSONALIZAÇÃO – Trata-se do comportamento do paciente de atribuir a causa, a culpa e a responsabilidade para si mesmo, em todas as ocasiões. Pessoas com essa distorção costumam se apegar em acontecimentos que não têm relação diretamente com elas, e os usam para assumir uma responsabilidade, geralmente de teor negativo naquele cenário, por meio de pensamentos automáticos.

LEITURA MENTAL -Essa distorção é baseada no comportamento de “tentar desvendar” o que a pessoa está pensando e suas opiniões. Quando consolidado o pensamento e a conclusão estabelecida, o paciente tende a ignorar as outras hipóteses.

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Quando surgiu a terapia cognitivo comportamental

A Terapia Cognitivo Comportamental surgiu no início dos anos 60, através do psiquiatra Arron T. Beck, por meio de pesquisas com pacientes deprimidos. 

 

Ele percebeu que pacientes depressivos tinham uma visão distorcida de si mesmos, do mundo ao redor e de seus futuros, a chamada tríade negativa, que tem formação na infância. Conclui-se então que o pensamento negativo distorcido altera o nosso humor e, consequentemente, o nosso comportamento.

 

Também conhecida popularmente por TCC, a Terapia Cognitivo Comportamental, surgiu com a intenção de corrigir esses pensamentos distorcidos e aliviar os sintomas depressivos.

 

Nas últimas décadas ela tem tido um impacto enorme sob o campo da saúde mental, devido a sua eficácia na compreensão e no tratamento de uma extensão de distúrbios emocionais e comportamentais.

Como a TCC funciona na prática

A principal proposta da Terapia Cognitivo Comportamental é mudar os sistemas de significados dos pacientes para alterar suas emoções e comportamentos com relação às situações, para isso, o primeiro passo da terapia é entender esses sistemas.

 

Nas sessões de TCC, o psicólogo vai identificando junto do paciente quais os sentimentos, pensamentos e comportamentos de determinadas situações descritas por ele. A partir disso, alguns padrões vão sendo identificados, e são eles que irão determinar crenças e percepções para cada experiência vivida.

 

Diante dos padrões mal adaptativos ou disfuncionais de pensamentos, caberá ao psicólogo auxiliar o paciente a encontrar novas possibilidades de pensamentos alternativos e mais funcionais que possibilitem uma boa adaptação à sua realidade social.

 

Isso é feito a partir da determinação de um foco e de metas para que, com o tempo, o paciente adquira sua autonomia e possa lidar com as questões por conta própria. Esta é a reestruturação cognitiva e comportamental que dá nome à abordagem.

 

Como já dissemos que se trata de uma terapia mais breve, ela tem como base as questões e os conflitos relacionados aos assuntos familiares, profissionais e de relacionamento. Mas a IVI alerta que a TCC possui diversos campos de atuação, e, ao longo do processo terapêutico, podem ser tratadas as mais diversas questões que surgirem.

Pontos determinantes da Terapia Cognitivo Comportamental

A IVI selecionou quatro situações que poderão nos auxiliar a compreender melhor a Terapia Cognitivo Comportamental e, na sequência, mostraremos a sua atuação na prática:

 

– Ambiente ou situação onde ocorre o problema;

– Pensamentos e sentimentos envolvidos na situação;

– Estado de humor e emoção resultantes deste problema;

– Reações físicas e o comportamento diante da situação em questão.

 

Em algum momento da vida já realizamos alguma fala em público, porém, antes dessa apresentação, os pensamentos automáticos costumam gerar angústia, ansiedade e criam cenários mentais negativos que nem aconteceram ainda.

 

Por exemplo, acreditar que ninguém irá gostar da nossa apresentação, sentir que ficaremos nervosos na hora H, suando, gaguejando, que falaremos algo de errado e passaremos vergonha. Essas percepções acabam gerando comportamentos negativos e criando situações desconfortáveis.

Cinco técnicas que podem nos ajudar dentro da Terapia Cognitivo Comportamental

REVERSÃO DE HÁBITOS para aumentar a percepção do paciente sobre cada episódio que traz desconforto. Gerar a capacidade de interromper isso com uma resposta mais adequada.

 

AUMENTAR A CONSCIÊNCIA para identificar os fatores desencadeantes e as sequências de acontecimentos associados com determinado sintoma ou comportamento.

 

MONITORAMENTO E REGISTRO de cada ocorrência. Anota-se informações como dia e hora, localização, pensamentos, sentimentos e emoções que podem ser úteis ao tratamento.

 

CONTROLE DE ESTRESSE, ensinando maneiras eficientes de respiração, relaxamento muscular e técnicas cognitivas para ajudar o controle da angústia.

 

PREVENÇÃO DE RECAÍDAS, ensinando o paciente a lidar com os fatores que desencadeiam situações negativas.

Quem precisa de Terapia Cognitivo Comportamental

A Terapia Cognitivo Comportamental é uma técnica que pode ser aplicada em homens, mulheres, crianças, adultos, pessoas com algum transtorno mental ou que estão passando por qualquer tipo de conflito interno. Em suma, todos podem fazer. 

 

Entretanto, a TCC é indicada quando os pensamentos automáticos do paciente são, em sua maioria, negativos, o que acaba por desencadear uma série de fatores emocionais e físicos que ocasionam diversos transtornos na vida pessoal e profissional.   

 

A Terapia Cognitivo Comportamental é reconhecida como uma terapia mais breve e tem, em sua base, a abordagem de assuntos mais voltados a questões familiares e profissionais entre terapeuta e paciente . 

 

As demandas mais comuns dentro dos consultórios são: 

 

– Ansiedade;

– Depressão;

– Estresse;

– Luto;

– Conflitos familiares;

– Terapia de Casal;

– Divórcio; 

– Autoestima;

– Autoconhecimento;

– Autocontrole.

 

Assim como em outras abordagens psicológicas, na TCC, a relação entre paciente e terapeuta deve ser de colaboração mútua. A eficácia do tratamento se dá, em grande parte, pela qualidade desta relação. É o bom vínculo que impulsiona o paciente a manifestar melhor os seus próprios sentimentos durante a sessão. 

 

Por isso, a IVI reforça a importância em encontrar um profissional de qualidade e que a identificação seja recíproca. Esse é o primeiro passo para um tratamento ser efetivo e satisfatório para ambos os lados.

Como funciona o atendimento da TCC na prática

A Terapia Cognitivo Comportamental, em um primeiro momento, é usada para identificar os pensamentos automáticos disfuncionais, as crenças intermediárias e as crenças nucleares do paciente. 

 

Para isso, o profissional explora um pouco da história de vida do paciente, assim como a queixa e as angústias que as experiências profissionais e pessoais lhe trouxeram durante a jornada de vida.

 

Após a conceitualização cognitiva, o terapeuta irá, junto com o paciente, elaborar objetivos da terapia e uma espécie de agenda dos assuntos a serem abordados ao longo das sessões. 

 

É importante notar que o terapeuta não faz tudo sozinho, na realidade ele pede que o paciente seja bem participativo no processo terapêutico. Isso se chama empirismo colaborativo.

 

Durante as sessões, é comum que o terapeuta mande algumas “lições de casa” para o paciente, como anotar aquilo que pensa e sente durante o dia em situações aversivas, com o intuito de fazer o paciente aprender a identificar os pensamentos disfuncionais quando eles aparecem e botar em prática o que foi desenvolvido durante as sessões.

 

São ensinadas técnicas de avaliação crítica dos pensamentos disfuncionais, pois assim o paciente começa a questionar e refletir sobre os pensamentos automáticos, buscando evidências de sua veracidade que, no caso de pensamentos disfuncionais, não existem, portanto, provando o pensamento como falso.

 

É importante lembrar que, entre os muitos objetivos da terapia cognitiva comportamental, a psicoeducação, ou seja, ensinar ao paciente o funcionamento da atividade cognitiva para que ele mesmo comece a perceber os padrões disfuncionais à medida em que vão surgindo, é um dos principais.

 

A Terapia Cognitivo Comportamental é uma das maiores abordagens da psicologia atualmente devido ao grande respaldo científico por trás, sendo eficaz para diversos tipos de transtornos e até mesmo para pessoas sem diagnóstico, mas que estão passando por momentos delicados em suas vidas. 

 

Se você acredita estar passando por algum problema e sente que precisa de ajuda, não hesite em buscar um especialista no assunto. A IVI é a primeira assistente virtual de saúde mental e bem-estar voltada a ambientes corporativos do País. E sabemos que, via de regra, a terapia é imprescindível para todos. 

 

Com ela, aprendemos a lidar melhor com o nosso “EU” e com o “OUTRO”. Aprendemos a nos conhecer e a entender como os sentimentos agem dentro de nós. Com isso administramos melhor o nosso comportamento, temos mais autocontrole e segurança nas atitudes.

 

Lembre-se, incluir a terapia cognitivo comportamental em nossa rotina pode ser o porto seguro que tanto buscamos. Conheça o app IVI  e tenha acesso a outros conteúdos que destacam a forma de gerenciar melhor a nossa saúde emocional.

 

Utilizado por mais de 1 milhão de vidas e dezenas de clientes corporativos em todo país, ele garante ao seu colaborador uma assistência virtual que funciona com inteligência artificial para prevenir doenças mentais.

 

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